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Notícias · 08 de julho de 2021

Sindicatos dizem não a aumento no custeio do Saúde Caixa para os empregados

Plano de saúde precisa ser viável economicamente para os trabalhadores, aponta conselheira Rita Serrano

Plano de saúde precisa ser viável economicamente para os trabalhadores, aponta conselheira Rita Serrano

Semana Saúde Caixa A Caixa informou nesta semana, durante reunião com representantes dos empregados, que vai aplicar a Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) nas propostas de modelos de custeio do Saúde Caixa. Isso significa que 50% dos custos assistenciais e administrativos serão financiados pela empresa e os outros 50% pelos trabalhadores, quando o modelo atual é de 70%/30%, respectivamente.

Os representantes dos empregados reagiram à decisão argumentando que a resolução CGPAR não tem força de lei. E o Acordo Coletivo, na cláusula que trata dos objetivos deste Grupo de Trabalho, não prevê a inclusão da CGPAR 23 ou contribuição paritária nos modelos de custeio e gestão. A proposta da representação dos empregados é elaborar modelos de custeio com base nas projeções da Caixa e da empresa que assessora os empregados, simultaneamente, o que representaria avanço nas discussões. Mas as duas simulações apresentadas pelo banco já consideraram a implementação da CGPAR 23. 

Outra limitação imposta pela Caixa é o teto de 6,5% da folha de pagamento e proventos para o custeio do plano por parte da empresa. Diante do impasse, a reunião não prosseguiu. Antes que terminasse os representantes dos empregados reforçaram a cobrança de outros dados utilizados pela Caixa para fazer a projeção de despesas, como a base de cálculo da folha de pagamentos e proventos, pois são informações que podem alterar despesas futuras.

“A questão do Saúde Caixa é fundamental nesse período de pandemia que atravessamos. Nossa preocupação é que o plano possa ser viável economicamente para os empregados”, afirma a representante dos empregados no Conselho de Administração Rita Serrano, que no CA votou contra a colocação de teto para o Saúde Caixa no estatuto do banco, no ano de 2017. O Saúde Caixa também teve amplo debate no programa ´O X da Questão´, da conselheira, que pode ser conferido em:

https://www.youtube.com/watch?v=WuiD8ZBI9X0

Mobilização é urgente - Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, a mobilização das entidades e de todos os empregados – ativos e aposentados – é urgente para barrar as limitações impostas pelo governo e pela direção da Caixa. Um dos caminhos, aponta, é o projeto de decreto da Câmara 956/2018, da deputada Erika Kokay (PT/DF), que susta os efeitos da CGPAR 23. 

De acordo com o projeto, a CGPAR excede a sua competência ao criar ônus e obrigações para os planos de assistência à saúde das estatais que não estão subordinadas às suas determinações. Além disso, a deputada argumenta que a diretriz da Comissão é inconstitucional. “A Constituição Federal elenca em seu art. 5º, inciso II, que ‘ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei’”, diz o texto do PDC.

O projeto já passou por duas comissões e está pronto para ser votado em plenário. No site da Câmara está disponível uma enquete para que os cidadãos possam manifestar seu apoio ao PDC 956/18. 

Para participar, acesse:

https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2176886

Fonte: Redação, com informações da Fenae