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Notícias · 12 de maio de 2022

Resultado do 1T22 da Caixa prova que venda de ativos não garante sustentabilidade

Resultado do 1T22 da Caixa prova que venda de ativos não garante sustentabilidade

Lucro foi 44,6% menor que 1T21. Rita Serrano avalia balanço

Lucro foi 44,6% menor que 1T21. Rita Serrano avalia balanço

Cardbalancotri1205O Lucro Líquido no primeiro trimestre de 2022 foi de R$ 2,5 bilhões, 44,6% menor que o do mesmo período de 2021. A diferença principal se deu porque, desta vez, não ocorreram eventos não recorrentes.

Se comparar somente com o lucro líquido recorrente, o valor fica 14,9% menor em relação ao 4T21 e 19,6% de redução quando comparado ao 1T21.

A geração de resultados não recorrentes derivada de venda de ativos não é uma estratégia sustentável.

Na verdade, pode comprometer o futuro da Instituição, ao diminuir a geração de receitas futuras e prejudicar sua autonomia, como agente de políticas públicas.

O Brasil necessita urgentemente de um projeto de desenvolvimento e, da Caixa Pública, para contribuir com investimentos que garantam a melhoria da qualidade de vida da população.

Por essas razões, venho me posicionando contra a abertura de capital, criação de subsidiárias e privatização das operações da Caixa.

Quadro abaixo mostra o impacto da venda de ativos nos resultados dos últimos anos.

Os efeitos ainda presentes da pandemia, a guerra na Europa, o comportamento errático do governo no que tange à gestão fiscal, impõe à sociedade elevados custos com inflação e juros altos. Isso também afeta significativamente os resultados da Caixa, pois a elevação da taxa Selic aumentou as Despesas de Intermediação Financeira em 120,3%, contribuindo para a diminuição do Resultado Bruto da Intermediação Financeira, que caiu 11,9% no período.

Outro ponto importante a destacar é que tivemos, nesse período, uma elevação da inadimplência, que saltou de 1,95% para 2,33%, um crescimento próximo a 20%.

Políticas Públicas X dedicação dos empregados

O papel de principal agente de políticas públicas é novamente destaque no balanço trimestral de 2022. Os números mostram o espírito público e dedicação dos empregados para com a população brasileira.

Depois de atender milhões de brasileiros desamparados durante a crise sanitária, social e econômica ao longo da pandemia, neste primeiro trimestre o trabalho prosseguiu, e os empregados da Caixa e da rede parceira pagaram 116 milhões de parcelas dos programas sociais, benefícios ao trabalhador e do INSS em todos os municípios brasileiros, totalizando R$ 83,5 bilhões em benefícios pagos.

Habitação X Emprego

A CAIXA continua sendo o banco com maior volume de crédito imobiliário, 66% de Market Share. As contratações no 1T22 atingiram R$ 34,4 bilhões, superando em 17,8% o resultado de 1T21.

O crédito imobiliário é essencial para garantir moradia e geração de empregos, os impactos para a sociedade poderiam ser bem maiores caso o governo federal não tivesse cortado recursos dos programas de habitação popular, gerenciados pela Caixa.

Contratações X necessidade de empregados

No primeiro trimestre de 2022 houve a admissão de 1.130 novos empregados. Desse total, 815 são PCD, o que corresponde a mais de 72% das contratações. Salienta-se que a quantidade de PCD chegou a 4.271 empregados, depois de anos de cobrança das entidades sindicais e de ações no Ministério Público do Trabalho, para o efetivo cumprimento da lei das cotas.

É urgente avançar mais e rápido nas contratações, para garantir atendimento digno para clientes e usuários e melhorar as condições de trabalho dos empregados que estão se desdobrando, sem trégua, para dar conta das demandas e das pressões por resultado.