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Notícias · 13 de julho de 2022

Negociação coletiva: Sindicatos cobram dos bancos ações para combater o assédio sexual e moral no setor. Rita Serrano apoia as medidas

Negociação coletiva: Sindicatos cobram dos bancos ações para combater o assédio sexual e moral no setor. Rita Serrano apoia as medidas

Conselheira reforça solidariedade as vítimas

Conselheira reforça solidariedade as vítimas

ações contra assédio CA 12 07 CARD 3O Comando Nacional dos Bancários, que representa vários sindicatos de todo o país, fez, nesta quarta-feira (6), uma série de reivindicações para combater o assédio sexual e moral no setor.

As solicitações foram motivadas pelos casos atribuídos ao ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e por outros dirigentes do alto escalão do banco.

A conselheira eleita para o Conselho de Administração (CA) da Caixa, Rita Serrano, avalia que é fundamental combater os crimes de assédio.

"As denúncias são extremamente sérias e nós impõe a repensar o sistema de governança como um todo. É preciso tomar medidas que coíbam, de uma vez por todas, os casos de assédios na Caixa e em todo sistema financeiro do país", avalia Rita. "Reforço mais uma vez minha solidariedade às colegas da Caixa que revelaram os casos e deram uma enorme demonstração de coragem", finaliza Rita.

 

 

Entre as medidas, estão:

- Divulgação de cartilhas para o combate ao assédio sexual, promovendo a formação do quadro sobre o tema e fornecendo mecanismos de apuração a todas as denúncias de abusos contra funcionárias e funcionários;

- Acolhimento das denúncias e apuração bipartite, banco e sindicato;

- Proteção e assistência às vítimas, com período de estabilidade e transferência, quando necessário para a garantia do bem-estar da vítima;

- Punição rígida dos culpados.

Caberá ainda à empresa coibir situações constrangedoras, humilhantes, vexatórias e discriminatórias, promovidas por superior hierárquico ou qualquer outro empregado no ambiente de trabalho.

Em casos denunciados e reconhecidos pela empresa, todas as despesas médicas deverão ser reembolsadas ao empregado pelo banco.

A negociação coletiva segue com novas reuniões. A próxima será no dia 22 de julho e discutirá cláusulas sociais e teletrabalho.

Acompanhe o andamento das negociações em nossas redes sociais e no site da Contraf-CUT.