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Notícias · 30 de maio de 2018

1 ano de mandato no CA – Ano de desafios

Temos pela frente mais um ano e, no meio do caminho, as eleições de outubro, fundamentais para definir o destino da Caixa como empresa pública

Por Rita Serrano

Há exatamente um ano, em 29 de maio de 2017, assumi como representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, dando início a uma gestão marcada por muitos desafios e atividades em defesa dos trabalhadores e da manutenção do caráter público da instituição. Foram dezenas de viagens pelo País, reuniões com colegas de todos os segmentos em diferentes locais de trabalho; debates em sindicatos, associações, espaços legislativos e no âmbito do CA.

A gestão começou já com as mudanças advindas do Estatuto das Estatais, aprovado sem a exigência de tornar a Caixa S/A mas ainda assim com muitas controvérsias, cujas consequências se fazem sentir. A grande ameaça, desde o início desse governo ilegítimo, em 2016, foi e continua sendo a da privatização. Entre 2014 e 2018 a Caixa perdeu 15 mil empregados por conta dos PDVEs. E o último ano não foi diferente, com redução de mão de obra, fechamento de áreas internas e retirada de direitos. Recentemente, foram anunciadas limitações nos planos de saúde e há risco à carreira. Apesar de tudo, temos resistido. Nessa minha primeira prestação de contas quero deixar claro que votei contra as investidas de precarização do banco.

Dentro das limitações impostas pelo cargo, denunciei e continuarei a denunciar esses ataques publicamente, em especial nos canais de comunicação criados para dialogar com os empregados. Atuar para todos e ampliar esses canais fez parte de minha plataforma e, acredito, venho cumprindo com êxito essa missão, assim como a da fiscalização para uma gestão sustentável.

Em meio às ações para manter a Caixa pública e garantir direitos, destaco também o lançamento de dois livros: ´Se é público, é para todos´, com capítulo dedicado a Caixa de minha autoria (como representante no CA e como coordenadora do comitê nacional em defesa das empresas públicas), e a publicação “Caixa, banco dos brasileiros”, com lançamento previsto para os próximos dias.

Temos pela frente mais um ano e, no meio do caminho, as eleições de outubro, fundamentais para definir o destino da Caixa como empresa pública. Apesar do cenário político conturbado, reitero que precisamos, acima de tudo, manter nossa união pela democracia, sem a qual nenhuma conquista será possível. Finalizo este balanço agradecendo a receptividade que sempre recebi nos tantos encontros já realizados nos locais de trabalho, acrescentando que meu mandato se faz com a participação de todos.

Vamos, juntos, prosseguir na defesa dos empregados e da Caixa, porque nunca é demais repetir: defender a Caixa é defender o Brasil.

Rita Serrano é representante dos empregados no CA da Caixa e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. É mestra em Administração